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16/01/2009

Mil Novecentos e Sessenta.

Dá-se por encerrada a época de silêncio do Sounds Against the Wall.
Após alguns meses sem o mais pequeno indício de movimento, o sítio reabre com novos colaboradores (as), uma vez que os autores andam perdidos por jornadas académicas.
Manter-se-à o Friends Against the Wall, que procura manter activa a participação dos leitores, basta enviarem os vossos textos para o e-mail do blogue; o melhor de cada mês, como dita a tradição, merecerá destaque.
A novidade está no facto de alargarmos o leque de sugestões e críticas. Filmes com boa música e bons espectáculos (mesmo que não sejam concertos) serão aqui referidos. De resto, os ingredientes são os mesmos: crítica, divulgação, contacto.


Quanto a mim, apenas posso referir que é um prazer colaborar neste projecto que, a dado momento ficou inanimado entre milhares de sítios da blogosfera que (quase) passaram à história. A ideia era que, de facto, este não fosse "mais um blogue sobre música". E não vai ser.
Voltemo-nos agora para o título deste post: desengane-se o leitor se pensava que eu me ia ficar por introduções.
Mil novecentos e sessenta foi, a meu ver, O ano. O ano do que deu à luz a época áurea do grande rock, cheio de influências de vertentes como o folk ou o blues, cheio de guitarradas e vozes arranhadas. Se há algum período onde me revejo ao longo do século XX esse período é, indubitavelmente, a década de 60. Motor City Five, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Pink Floyd, Iggy Pop, The Yardbirds ou Neil Young estão, sem dúvida, entre as minhas preferências musicais, e todos tiveram como berço o clima de distorção e pop art da década de Warhol, da literatura beat, das revoluções sexuais, da chegada do Homem à Lua. O mesmo clima que se estendeu até aos anos setenta, onde se reuniram codições para agravar a distorção, nascendo o hard rock, o punk, o classic rock...




Led Zeppelin é A banda. Led Zeppelin II é O álbum. Whole Lotta Love é A música.


Limpas as teias de aranha, o SATW está, oficialmente, reanimado.

Cumprimentos,

Ana Luísa.

04/01/2008

Supernada Lançam Álbum Em Março

É com bom grado que publicamos a primeira notícia digna desse nome aqui neste nosso/vosso espaço musical, e que melhor notícia para a abertura, do que anunciarmos que os Supernada irão lançar o seu primeiro disco dia 30 de Março, do presente ano?



Não, não me enganei nem vocês leram mal. Por estranho que pareça, estou mesmo a falar do primeiro álbum da banda.

Juntos desde 2002, já com inúmeras canções prontas e após efectuarem concertos regulares pelo país, o álbum é o passo lógico a dar, e se me é permitido o comentário e a analogia, só peca mesmo por tardio, pois estava prestes a tornar-se o "Chinese Democracy" português.

Continuam a achar estranho estar a dar tanta importância a uma banda que está prestes a lançar o primeiro álbum? Bem, se nunca ouviram falar dos Supernada (o que sinceramente dúvido), nomes como Ruca (baterista nos Pluto, guitarrista nos Supernada), Miguel Ramos (baixo), Eurico Amorim (teclas), Francisco Fonseca (bateria) and the last but not the least Manel Cruz, reconhecido não só pelo seu excelente desempenho nos Pluto, mas principalmente pelo seu tempo nos Ornatos Violeta, banda essa que ainda hoje deixa saudosa muita gente, e que é tida em conta como uma das melhores bandas portuguesas de sempre.

Assim sendo, é natural a notícia do lançamento de um álbum, mesmo sendo este o primeiro, de uma banda que conta com tão bons elementos provocar uma reacção de genuína expectativa a quem conhece os anteriores trabalhos de alguns dos elementos do grupo.

Contem com mais informação para breve.

17/12/2007

A Cor Infinita

Na música, há vários factores a equacionar, entre eles temos: Instrumental; letra; vocal; etc...
Hoje em dia, encontramos bandas com excelentes vozes, instrumentais divinos e letras esplêndidas, no entanto, nem a fusão de todas estas componentes num só grupo consegue equiparar-se a uma banda que jamais será passado e que para além de todas essas características, consegue ter muito mais...
Falo pois claro de: Pink Floyd.
Não por ser a minha banda de eleição, nem tão pouco por os considerar o que de melhor o Mundo teve o privilégio de ouvir.
Formados em 1964 após uma sucessão de distintos nomes como: "Sigma 6"; "The Abdabs" etc, faziam parte da sua estrutura inicial: "Syd Barret" (voz e guitarra); "Bob Klose (guitarra solo); "Nick Mason" (bateria); "Roger Waters (voz e baixo) e "Richard Wright" (teclas e voz), nessa altura, sob a "liderança" de Syd Barret. Bob Klose sai por não se enquadrar na música cada vez mais "rock psicadélico" que Barret proporcionava à formação.
No entanto, Syd Barret, já afectado pelas drogas e acima de tudo, pela extrema genialidade, entra num grave estado mental que o obriga a saír dos palcos e posteriormente a abandonar por completo a banda, deixando para trás as letras que ainda ia compondo. Assim, os Pink Floyd assistem ao começo de uma nova era com a entrada de David Gilmour para o lugar de Barret em 1968.
Não me querendo alongar com datas e factos, acabo muito resumidamente a história dos Pink Floyd.
Depois da Saída de Barret, há uma predominância da parte de Roger Waters que se mostra incompatível com Gilmour, o que levou ao seu abandono da banda, ficando David Gilmour o principal mentor da banda britânica.
Uma forte componente da banda são os espectáculos ao vivo ornamentados por grandes esquemas de luzes, imagens e objectos, dando assim uma forte componente visual a adicionar à poderosíssima sonoridade proporcionada.

Aqui fica a discografia:

Álbuns Originais


Álbuns ao vivo

* Ummagumma – Duplo álbum contendo um disco ao vivo e um disco de estúdio com originais

Compilações




DVD and Video



Feita uma curta apresentação da banda, passo ao que de mais importante há.
A genialidade de Pink Floyd começa desde logo na sua música baseada num rock progressivo, que no entanto é impossível de definir, encontrando-se dentro da mesma, vestígios de Acid, rock psicadélico, blues etc... Tudo isto numa sonoridade que incorpora ainda sons do quotidiano, simples vozes, passos, máquinas, uma banal brisa, explosões e tantos outros sons que fazem parte da nossa realidade. Isto, aliado às letras de intervenção onde constam duras críticas às sociedades contemporâneas e que tocam também temas como a guerra como se pode verificar de forma bastante explícita no álbum: The Final Cut.
Todas estas características fazem de Pink Floyd a lgo transcendente à música. É história, é sentimento, é genialidade, é Vida, é também um toque de loucura na mais pura forma de pequenos grandes sons.
Acrescento sinceramente também que toda esta relevância que dou a Pink Floyd deve-se ao facto de ouvir quase que inconscientemente desde muito pequeno por exclusiva culpa do meu pai. E talvez por isso mesmo, tenho a música de Pink Floyd intrínseca a mim mesmo de uma maneira muito pessoal.
Considero também que a maioria dos álbuns de Pink Floyd não devem ser tratados como uma compilação de músicas, mas sim, como uma espécie de livro que se deve ouvir na devida ordem, à medida que se sente e entende a música...
Assim, mais uma distinção para com as demais bandas de músicas individualizadas, de onde se revelam um ou dois êxitos que acabaram por se extinguir como qualquer hit de modas levianas.


Tenho plena consciência de que fica muito para dizer, mas, é algo que me supera em infinita escala...


Luís Miguel

Agora é a minha vez de deixar um comentário aos fantásticos Pink Floyd, seguindo o exemplo do Leaven em relação aos Metallica.
Visto os Pink Floyd não serem a minha banda preferida, acho que não sou suspeito ao afirmar que a considero a melhor e maior banda de sempre. Estranho isto? Nem por isso. Apesar de Metallica ser a banda que está cá dentro, e de forma subjectica acha-los os melhores, os Pink Floyd têm um peso e uma história que os coloca quase num mundo à parte, onde a comparação se torna absurda. Obras-primas como o Dark Side of The Moon (álbum que aconselho a a ouvir de olhos fechados, deixando a mente absorver cada nota), o já citado The Final Cut ou o sempre actual the Wall "falam" por si sobre a qualidade da banda, e das razões que me levam a classifica-la como a melhor de sempre.
Para quem só os conhece pela canção Another Brick In The Wall (canção essa que pela letra e mensagem servem de "suporte" a este espaço), não desperdicem a oportunidade de conhecer uma banda que não se limita a oferecer-nos uma completa e perfeita harmonia entre vozes, instrumentos e ritmos, mas que em vez disso, nos presenteia com MÚSICA no seu estado mais puro.